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Cidade do Vaticano (RV) – “A Virgem Maria nos ajude a sermos todos discípulos-missionários, pequenas estrelas que refletem a sua luz”. Esta a invocação do Papa Francisco na alocução que precedeu a Oração mariana do Angelus ao meio-dia desta segunda-feira, dirigida a uma Praça São Pedro repleta de fiéis. “Rezemos – exortou o Santo Padre – para que os corações se abram para acolher o anúncio, e todos os homens cheguem “a serem partícipes da promessa por meio do Evangelho”.

Celebramos hoje a Epifania, a “manifestação” do Senhor, continuou o Papa (no Brasil a Igreja celebrou ontem, domingo). Esta solenidade se encontra na passagem bíblica da vinda dos magos do Oriente a Belém para prestar honras ao Rei dos Judeus: um episódio, disse Francisco, que o Papa Bento comentou magnificamente em seu livro sobre a infância de Jesus. Aquela foi a primeira “manifestação” de Cristo aos gentios.

“Por isso a Epifania coloca em destaque a abertura universal da salvação trazida por Jesus. A Liturgia deste dia aclama: ”Adoram-te, Senhor, todos os povos da terra”. Porque Jesus veio para todos os povos”.

Para o Papa “esta festa nos faz ver um duplo movimento: de uma parte o movimento de Deus em direção do mundo, em direção da humanidade, toda a história da salvação, que culmina em Jesus; e da outra parte o movimento dos homens em direção de Deus; pensemos nas religiões, explicou, na busca da verdade, no caminho dos povos para a paz, a paz interior, para a justiça, para a liberdade”.

“E esse movimento duplo é movido por uma atração recíproca. Da parte de Deus, o que nos atrai, é o amor por nós: somos seus filhos, Ele nos ama, e quer nos livrar do mal, das doenças, da morte, e nos levar para sua casa, no seu Reino. “Deus, por pura graça nos atrai para nos unirmos a Ele” (Exortação Ap. Evangelii gaudium, 112). E também da nossa parte existe um amor, um desejo: o bem sempre nos atrai, a verdade nos atrai, a vida nos atrai, a felicidade, a beleza… Jesus é o ponto de encontro desta atração recíproca e deste duplo movimento”.

No movimento, todavia, sublinhou Francisco, “a iniciativa é de Deus. O amor de Deus vem antes do nosso”. A iniciativa é sempre d’Ele. Jesus é Deus que se fez homem, e encarnou, nasceu para nós. A Igreja está toda dentro deste movimento, a sua alegria é o Evangelho, é refletir a luz de Cristo.

“Gostaria de dizer, sinceramente, àqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja, dizer respeitosamente, àqueles que são temerosos e indiferentes: o Senhor também chama vocês para fazer parte de seu povo e o faz com grande respeito e amor!”. O Senhor chama vocês, procura vocês”.

Fonte> Radiovaticana.org

 

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