Sem o exame de consciência não há progresso na vida cristã

O exame de Consciência saiu de moda?  Os leitores têm a palavra. Se sim, estamos regredindo, pois com certeza diminui a qualidade de vida e de relacionamento a todos os níveis: Consigo próprio, com os outros e com Deus.

A perspectiva da revisão é fundamental a qualquer ‘sistema’, material ou humano. Na era da tecnologia os sistemas informáticos têm dispositivos para “auto-exame” para detectar o porquê de uma funcionalidade deficiente ou do não-funcionamento. Imagine a vida humana sem exame, e sem exame da consciência, sem a introspecção que é a “marca” do humano? !!!

No fundo, todos sabem que o exame faz bem. Pode doer, ser incómodo, mas faz bem. Como o remédio para a doença. Ou o curativo

Eu te absolvo em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo

de uma ferida. Dói, incomoda.. O efeito? A cura.

O exame tem muita actualidade e importância. O exame da vida, a avaliação regular é necessária. Pelo menos para quem quer progredir como pessoa, mo família, como comunidade, como Igreja.

Na vida social ou profissional ou empresarial faz-se senão todos os dias, ao menos regularmente pra se ver o que deu certo e porquê e decidir-se pela opção correcta  a melhorar, e para se ver o que não deu certo e porquê e para se tomar o rumo do sucesso.

Aqui se trata de consciência. É preciso tê-la. E é preciso formar a consciência. Quais são os critérios?  A Palavra de Deus e a orientação da Igreja, mãe e mestra. Uma vez estabelecida meta que se quer atingir, avalia-se com cabeça, tronco e membros. Faz sentido. Senão, para que se avalia? Assim, a Palavra de Deus e a palavra da Igreja que a interpreta normativamente orientam essa avaliação com propriedade e equilíbrio.

Sem o exame de consciência não há progresso na vida cristã. Como posso ser melhor se não atendo ao que fiz de mal no dia-a-dia? O exame da consciência deve ser feito diariamente e não só por ocasião da confissão.
Não é só ver os pecados que fiz. Deve ser antes uma oração: rezar a minha vida. É ver-me à luz de Deus com o meu lado bom (dons, trabalhos, esforço, o bem que fiz ) e o meu lado negativo (gestos maus, quedas, faltas de amor, omissão (o que não fiz e devia ter feito) etc.

O exame de Consciência e a confissão dos pecados.

Depois do exame da consciência, segue em certos casos, a confissão sacramental. Há pecados que só são perdoados no sacramento da Confissão. Ainda bem que Jesus instituiu este belo sacramento da misericórdia divina.

Vergonha de confessar? Não precisa. De que se deve ter vergonha? De ser perdoado ou de pecar?  A decisão é sua. Deus já decidiu que perdoa aos que se arrependem e escolheu o modo excelente, certo, objectivo, além de toda o sentimentalismo ou subjectividade.

Pecou? Está arrependido?  Decida-se pelo perdão sacramental dado pelo ministro de Deus, conforme a palavra autorizada do Senhor ressuscitado aos apóstolos: “ soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos. (Jo 20, 22-23). Precisa de melhor

Deus tem abertos mos seus braços para o abraço de perdão restaurador. O passo seguinte é seu… Perdoar é um acto de Amor assim como pedir perdão o é . O Senhor te espera na pessoa do seu ministro ordenado para refazer de novo a imagem desfigurada pelo pecado. Porque não? Porque não experimentar hoje (nesta quaresma) esse gesto de Amor ?

(PZEAB)

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