aa jmj sofia

Sofia, à esquerda, viveu uma intensa experiência humana e espiritual na jorna mundila da juventude no Rio/Brasil.

Sofia Gomes é acólito e membro de um grupo na sua comunidade, Ponta d’Água. Uma jovem alegre e ativa, que cativa com a sua alegria, simpatia e modo simples de ser. Leia a experiência da Sofia na Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. .

I Parte.

Como foi a tua experiencia na JMJ Rio 2013?

Foi uma experiência que não sei calcular Foi uma experiencia única, jamais vivida. Como tinha dito no Brasil, é mais um presente que Deus me deu. Não é toda a gente que tem a oportunidade de participar num evento do tipo. Ir a JMJ não requer apenas boa vontade mas também requer muitos outros fatores favoráveis. Então, diante de tantas dificuldades, Deus ajudou-me a resolvê-las e a conseguir reunir todas as condições e assim pude ir a JMJ no Brasil. Foi uma grande experiência. Já tinha participado na JMJ em Espanha que antecedeu a esta, que teve a sua forma própria, mas no Brasil foi diferente sobretudo em termos de vivência espiritual, para mim a JMJ Rio-2013 superou.

Porquê?

jmjcv3Porque como sabemos, no Brasil, os brasileiros têm uma forma singular de viver a fé. Têm o poder de mexer com emoção, chegar ao coração de cada um. Cada catequese que assistes sentes -te renovado. Sem dares conta entregas-te, sentes que está perto de Deus. Vivi vários momentos destes no Brasil, quer na eucaristia, quer em atividades culturais… enfim a forma de viver Deus e de manifestar a fé é contagiante. Foi uma experiência grande, conviver com outros povos, todos com um único objetivo, todos reunidos em nome de Deus, ver todos aqueles rebanhos, todos os católicos juntos, foi de arrepiar.

O encontro com o Papa Francisco, (Que Deus nos ajude com o nosso Papa) o ponto alto da JMJ foi especial. Na Vigília e na missa do envio ele deixou –nos um recado, uma mensagem que devemos levar para todo o mundo. Disse-nos “Ide e serve sem medo”. Disse para não sermos fiscais da Igreja e de fé mas sim autênticos discípulos que se disponibiliza sem interesse, para fazermos uma entrega total. Não importa a linguagem, se falamos bem ou não, mas desde que façamos uma entrega a Deus da forma mais simples que soar terá um impacto grande e positivo. Então trouxemos esta missão para a nossa terra.

Voltei para Cabo Verde para fazer cada vez mais esta missão. Tenho vontade enorme de dar meu contributo, trazer experiências novas e acredito que junto com os meus colegas que também foram ao Brasil e também os que não foram vamos conseguir pôr isso na prática,  consciente de que a nossa forma de vivera fé aqui é diferente, porque somos mais acanhados, entendo porque a nossa cultura é diferente.

Estamos num novo tempo e hoje em dia enfrentamos novos desafios, então as respostas têm de ser diferentes e de acordo com a demanda. Então temos, nós jovens de ver como fazer isso, sem infringir as regras, para mudar a dinâmica da nossa Igreja, porque isso é preciso.

No Brasil de todas as atividades que participaste no âmbito da JMJ, o que mais  te marcou?

Momentos de catequese! Foi a primeira vez que vivi a catequese na JMJ, porque em Espanha não tivemos a oportunidade de participar na catequese de começo a fim com aconteceu no Brasil porque tivemos algumas dificuldades. A catequese é um momento rico, onde são tratados temas transversais, tudo englobado na fé, na mensagem de Cristo mas, com uma maneira e uma dinâmica própria dos brasileiros. Nós ficamos no grupo de língua portuguesa e Cada dia havia participação de um bispo (Brasil, Angola, Portugal). Era uma catequese viva onde os jovens davam início, com música, com banda, onde  vivíamos a música com gesto e mimicas, tenho vontade que o vivamos assim aqui. Toda a catequese terminava com eucaristia. Para mim a Catequese foi o momento grande. A Eucaristia que assistimos numa comunidade grande em São Paulo, a Canção Nova, foi 100 porcento. Aliás, missas, Vigília, convivência, foram todos momentos marcantes. As dificuldades também marcaram-me. Porque também com as dificuldades crescemos. Tive um mal-estar num dia mas (desmaie devido ao cansaço), senti-me bem, porque eu ia para fazer a entrega, oh meu Deus! (emociono só de falar nisso) Foram momentos maravilhosos! … Que Deus nos abençoe para que continuemos a divulgar a sua mensagem e fazê-la chegar a todos, para que possamos mudar para melhor o rumo das coisas, acredito que conseguiremos.

Como voltaste, como estás espiritualmente falando, depois desta experiência?

Fui para o Brasil com a força do espírito santo sobre mim e voltei ainda mais fortificada. Ainda ontem, falando com a minha mãe disse-lhe que sinto-me cheia de Espirito Santo. Quando rezo, sinto que estou a conversar com Deus. Antes eu fazia isso mas, tinha a sensação de que não falava bem com Ele, que Ele não me ouvia, tinha algumas dúvidas. Agora a minha fé está mais confiante, sei que Deus me ouve quando rezo, estou consciente que sou membro integrante da Igreja, da família de Deus e de Nazaré. As minhas orações de manhã, de noite estão diferentes. Faço uma entrega total. Voltei com mais esperança, enfim… a minha fé mudou. Posso dizer hoje que sou jovem cristã, católica de corpo e alma. E, isso não é só teoria, estou a sentir isso  dentro de mim.

O que aconteceu de concreto no Brasil que mexeu contigo e fez-te a pessoa que és hoje?

Deus mandou-me muitas mensagens através do povo brasileiro e também dos meus irmãos cabo-verdianos, que vieram diferentes. Fui para lá com vontade e esperança de que regressaria com algo novo. Fui confiante e encontrei esse algo novo. Tudo aquilo que foi falado na eucaristia, na catequese caiu bem no meu coração. Fui com a disponibilidade, com entrega, se calhar por isso trouxe esta “bagagem” cheio de fé, e de Espirito Santo para partilhar. Isso se calhar porque fui confiante e realizei todos os objetivos. A minha missão, como sempre digo e agora com mais convicção, é servir, estou neste mundo para servir em todos os aspetos e principalmente a nível espiritual, peço a bênção de Deus para poder passar a sua mensagem como Ele quer.

De que maneira pretendes fazer isso?

Primeiro, pretendo ir a procura das pessoas que aparentemente estão mais afastadas. Como disse no Brasil, há muitas pessoas com carência, com fome e sede de palavra de Deus e de sentir o Espirito Santo em suas vidas. Às vezes, somos egoístas com a nossa fé, olhamos só para nós mesmos, não olhamos para a pessoa que está ao lado. Quero fazer isso, não continuar com os meus irmãos que já têm isso, que estão por dentro mas, sim aqueles que estão afastados e aproximá-los. Tenho que ver a melhor estratégias para fazer este trabalho e cativar e chamar a atenção dessas pessoas. Rezo todos os dias para Deus me colocar palavras certas na minha boca, para pode fazer essa missão, como fazia antes, acho que já comecei a fazer isso. Há dias uma amiga foi dormir na minha casa para fazermos trabalhos académicos, depois do trabalho falamos da vida pessoal. Ela falou-me das dificuldades por que passava, e falei com ela, senti que não era eu quem lhe falava. Ela ficou com lágrimas nos olhos e ela disse-me: “Sofia falas de uma maneira que mexe com uma pessoa”, e disse que foi um presente que lhe dei e que sentiu-se bem depois da nossa conversa e que voltou melhor para a casa dela. Senti-me motivada e agradeci a Deus por isso. Tudo isso graças a minha participação nesta Jornada que transformou a minha vida.

Participar na JMJ Rio 2013 foi uma experiência para a vida…

Foi uma experiência que vai-me servir ao longo da vida! Quero e vou continuar assim, por toda a minha vida. Tenho fé em Deus e vou conseguir isso.

Deixe um comentario

Categories