“Olá Diocese de Santiago, em Cabo Verde. Senhor Bispo Dom Arlindo, Senhores padres, amigos e todos os diocesanos em geral. Eu sou Ana Rita Gomes Semedo, sou natura de São Miguel Arcanjo, Principal, concretamente duma zona de nome Ponta-Belém”.

Foi desta forma simples e simpática que a recém professa Irmã Ana Rita se apresentou ao site da Diocese de Santiago, dias após os seus primeiros votos religiosos na Congregação das Servas de Sagrada Família em Lisboa.

A freira chegou à Congregação aos 27 dias do mês de Outubro de 2006 sem ter conhecido qualquer das irmãs anteriormente. “Só nos conhecemos no aeroporto de Lisboa. A minha vocação foi uma bênção de Deus que esperei durante muito tempo”- reflecte.

Isto porque a congregação que escolheu ainda não tem nenhuma casa em Cabo Verde. “Descobri-a através de um calendário, a que tive acesso no segundo domingo de Janeiro de 2005, e no entanto era de 2001” compara a feliz coincidência porque sendo duma capelania onde a Sagrada Família é a padroeira, desde sempre, isto não lhe podia passar despercebido.

Feliz também o facto de o referido calendário trazer os contactos das irmãs, que “usei de imediato, para escrever à congregação”- relata. “Depois de trocar algumas correspondências com a Superiora Geral, e de ter feito um discernimento vocacional e ver que esta era a congregação para a qual Jesus me chama, através da Sagrada Família, que é a minha Padroeira” diz emocionada.

Já na congregação, em Lisboa, fez um percurso comum a todas as religiosas, “uma caminhada de dois anos de Postulantado mais dois de Noviciado”, que todavia, descreve como “uma caminhada longa, mas que me permitiu aprender o que é realmente, ser discípulo de Cristo”.

“Caminhei com a Sagrada Família, que, acredito, esteve sempre do meu lado e, ainda, com a graça e a ajuda de Oração da minha comunidade (de origem e de acolhimento),da Diocese e todas as pessoas ligadas a mim, ganhei a força necessária para chegar ao grande dia, expõe a Irma Ana Rita.

Ana Rita e as colegas na cerimónia da "Profissão religiosa"

A profissão religiosa da Irmã Ana Rita Semedo, que diz ter sido recebida pelas irmãs como um presente da Sagrada Família de Nazaré, foi justamente no domingo da Sagrada Família de 2010, 26 de Dezembro, juntamente com mais 3 companheiras sendo duas santomenses e uma açoriana. No mesmo dia que a sua comunidade natal se reunia para venerar a sua padroeira.

Esta vocação que resumidamente descreve como sendo o AMOR, um excesso de amor, a irmãzinha da Ribeira de Principal, no interior da ilha de Santiago, a relaciona directamente com os seus pontos de origem e de Fé, dizendo que “é em nome da Diocese de Santiago de Cabo Verde, que me enviou através da paroquia de S. Miguel e no qual estou sempre unida, que hoje aqui estou e que quero servir a Cristo”.

Durante o seu Noviciado as quatro irmãs escolheram como símbolo da sua caminhada duas mãos dispondo um coração em chamas, querendo assim mostrar a sua disponibilidade para com os outros e o dispor e ardor da fé, explicou-nos a Irmã Ana Rita.

o SIM da Irmã Ana Rita na presença de sua Superiora

Reportando ao dia de seus primeiros votos, em que afirmou o seu “SIM!” através de três votos: de Castidade, de Pobreza e de Obediência, a primeira religiosa cabo-verdiana nesta congregação, confessa ter experimentado sensações únicas que não consegue explicar, mas acredita ter sido objecto de “uma graça e felicidade tão grandes” pela certeza de “sentir no lugar certo e sentir-se realizada”.

Embora ainda seja apenas o princípio, como partilhou connosco, e saber que o caminho se faz pela frente, e que “este SIM vou-o concretizando no dia-a-dia” Ana Rita, tem o projecto de ir trabalhar para a ilha de São Tomé.

Com a entrada destas quatro irmãs novas, a congregação as Servas da Sagrada Família vêem renovadas e aumenta assim a sua esperança e fé na sua missão, uma vez que há vários pares de anos que não entravam “caras novas” na congregação.

A Congregação das Irmãs Servas da Sagrada Família, foi fundada em 1942 em Lisboa pela Irmã Purificação dos Anjos Silva, ao serviço dos pobres e dos desprotegidos, principalmente a favor das criancinhas, mas num trabalho directo com as famílias, lê-se em “Espiritualidade e Origens” uma pequena obra, em que contam as irmãs contam a sua história e informam sobre seu o Carisma e a Espiritualidade.

Hoje dedicam-se ao apostolado de uma forma geral. Dispõem de internatos e externatos e colégios para crianças, com as quais trabalham também na sua libertação material e espiritual, nos lares e na catequese delas e seus pais, refere a mesma fonte.

As Irmãs Servas da Sagrada Família, recebendo em festa as suas mais novas integrantes.

AJL

4 Responses to “DIÁSPORA: Sagrada Família já tem a sua 1ª religiosa cabo-verdiana”

  • Conceição Monteiro Lopes:

    Prabens irmã Ana que Deus ilumine os seus caminhos.
    sou um Tarrafalence, paroquia Santo Amaro Abade.

  • Jailson:

    Parabéns, Ir.Ana Rita. Sagrada Familia ta dau paz, ta dau bençom, ta mostrau kaminhu di felicidade, ki undi ki bai bu ka ta xinti medu…

  • Ermelindo- Flamengos:

    Parabens! Irmã Ana Rita. Que te conceda a sua benção e que vves com toda a fidelidade a chamada. E que o teu apostolado na terra de São Tomé seja fecundo nas maos de Deus. Parabens um grande abraço. Ermelindo

  • Olá, irmãs muito bom dia eu sou a Hamba gosto muito da vossa congregação ainda não me uni a vós por motivos varios estou convita de Deus esta a preparar muito por mim, eu rezo sempre a Deus k vos dê mais vocações e santas tenham muita força e coragem para caminharem com Cristo, quero muito juntar-me a vós nesta caminhada com a oração com tudo que for do meu alcance,um abraço irmãr da sagrada familia………………………………

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