Dom Arlindo e um grupo de padres diocesanos

Dom Arlindo e um grupo de padres diocesanos

O ano 2011 chega ao fim para dar lugar ao ano, o 2012. Este é o momento de fazer o balanço daquilo que foi 2011 e perspectivar um novo ano que se avizinha a passos largos.

Começamos pelo mês de Dezembro  –  afinal os últimos são sempre os primeiros. No dia 18 de Dezembro, pela primeira vez na história recente da Igreja em Cabo Verde, quatro jovens foram ordenados diáconos depois de concluíram o mestrado em teologia em Portugal e estão agora nas paróquias a realizar o estágio e a se prepararem para a ordenação sacerdotal. Agosto também foi um ano marcante sobretudo para a juventude. É que quase cem jovens da Diocese de Santiago, juntando aos da Diocese de Mindelo, participaram na Jornada Mundial da Juventude em Madrid, Espanha. A Jornada Diocesana de Juventude realizada em Santiago é também outro destaque para o sector da juventude.

Para dar respostas às necessidade da área social, foi criada a Comissão Justiça e Paz. 2011 foi um ano em que o Bispo Dom Arlindo elegeu como prioridades pastorais, a família, a juventude e a catequese. Outra acção digna de nota é que a Diocese enviou uma catequista para licenciar-se em catequética, em Roma. Um ganho para o sector da catequese.

Para além das Caritas Diocesanas, foi criada a Caritas nacional. Deu-se também o início ao processo de unificação de escutismo. O mês de Outubro dedicado às vocações e às missões não passou despercebido sobretudo na Praia onde centenas de jovens se reuniram, vindos de varias paróquias, numa tarde de intercâmbio, reflexão, convívio e de partilha sobre os ideais e a beleza de todas as vocações na Igreja. Maior consciência missionária de todos traduz-se em melhor qualidade de vida social e eclesial.

No entanto o ano que ora termina também foi de grandes desafios. Para o ano 2012 espera-se um ano cheio de realizações onde com ajuda de todos seja possível dar respostas aos desafios da Igreja e do país. O grande desafio da Evangelização, com reflexos positivos na nação cabo-verdiana, é obra de todos. Unam-se todos, pois, para o bem Comum.

A seguir o balanço de 2011 e as perspectivas para 2012

Dom Arlindo saudando fiéis após a MIssa de Natal 2011

Bispo D. Arlindo Furtado

2011 foi um ano pastoralmente intenso, também com fortes implicações socias, por causa da crise económica que afectou muita gente no nosso paísn. Nós que lidamos directamente com o povo simples, sabemos os impactos que isso tem na vida dos trabalhadores, na vida das famílias.

A nível pastoral foi um ano particularmente intenso sobre diversos prismas. Houve um empenho forte da pastoral vocacional , com a ida de alguns rapazes para alguns seminários em Portugal. Tinhamos a perspectiva de pouca entrada no seminário menor, mas felizmente as coisas se equilibram e  temos neste momento 10 seminaristas no Seminário de São José e este ano entraram para o Seminário Maior cinco jovens, o que é um sinal muito positivo. Tivemos a ordenação diaconal de quatro finalistas que concluíram o mestrado em teologia, em Portugal, o que é histórico. Foi a primeira vez que isso acontece em Cabo Verde.

Os padres diocesanos que estão no Fogo, apesar de sobrecarga de trabalho assumiram a paróquia de Nossa Senhora de Ajuda, nos Mosteiros, e apesar das dificuldades, a paróquia está a crescer. Constituímos a Comissão Diocesana para a Justiça e Paz, estamos a reconstituir a Caritas Diocesana, com a remodelação global da Caritas em Cabo Verde;  estamos na fase de constituição estável da direcção, o que é importante para o serviços social do futuro. Também este ano a nível de catequese mandamos uma catequista para formação superior em Roma, o que vai dar um contributo muito grande aqui na formação de catequistas e animação da catequese. A participação dos nossos jovens na Jornada Mundial da Juventude em Madrid, foi extraordinária. Foi um experiência muito boa, positiva que certamente vai tendo impacto aqui na nossa Pastoral Juvenil. Também, a primeira experiência que eu tive aqui nesta diocese como bispo, foi a jornada diocesana da Juventude, nos órgãos, que teve um grande impacto e foi muito participado. Fiquei muito feliz por aquilo que aconteceu.

Temos desafios enormes em diversos aspectos da pastoral, mas estamos animados pela esperança de que havendo a disponibilização e a boa colaboração de todos,  poderemos ultrapassar estes problemas.  Temos, neste momento, um grande deficit de transportes; temos paróquias, na ilha do Maio e duas no Fogo que precisam urgentemente de transportes e recorrer a ajuda exterior para esse efeito, hoje está praticamente descartada. A Diocese não pode sozinha abarcar com esta responsabilidade. É um desafio que temos pela frente mas, que com a Graça de Deus vamos resolver.

Perspectivas 2012

Novos padres

Para o ano 2012, esperamos ordenar sacerdotes os quatro diáconos que foram recentemente ordenados, isso está previsto para o mês de Junho e vai ser em Santa Catarina, paróquia onde uma ordenação não acontecia desde 1997, portanto isso é significativo.

Mais dois finalistas

Esperamos em 2012 ter mais dois finalistas, e é um sinal positivo. Esperamos para o ano poder conseguir uma bolsa para mandar um sacerdote fazer um estudo de especialização em Roma, o mesmo que aconteceu em 2011 com a ida do padre Ima a Roma onde está fazer uma especialidade. Nós pretendíamos aqui na Diocese de Santiago, pôr de pé uma escola de formação de leigo no ano 2011, mas não conseguimos, espero que isto venha a acontecer no percurso de 2012, porque isto é essencial e urgente e faz parte do elenco das nossas prioridades. Espero também nomear um pároco para residir nos Mosteiros, na paróquia de Nossa senhora de Ajuda. Para mim isso é uma das preocupações e vai libertar um bocadinho mais a vida dos padres que se encontram em São Filipe e Cova Figueira – Fogo, que estão com muito trabalho.

Consolidar a Caritas Diocesana que é muito importante e que vai ajudar por sua vez no fortalecimento e dinamização das Cáritas. Ao longo de 2012 espero dotar a Diocese, se possível, com mais instrumentos de serviço e que nos possam dar algum rendimento de auto-sustentabilidade. Porque a Diocese vê se neste momento com muitas despesas e investimentos como a recuperação de infra-estruturas de apoio, a formação de seminaristas etc. Precisamos de ter mais fonte de entrada para poder acorrer as necessidades da vida da Diocese e da dinâmica pastoral. Também espero dar a paróquia de São Filipe, na Praia um padre mais disponível, porque o bispo por mais que queira, por mais que se empenhe não está tão presente como um padre na respectiva paróquia.

Um bom ano novo a todos, cheio de muita paz e muita fé em Jesus Cristo.

Estas são algumas considerações feitas por Dom Arlindo Furtado, num breve balanço.

Os nossos leitores podem mandar-nos comentários sobre 2012 e prespectivas para 2012.

DS

Deixe um comentario

Categories