Não precisamos gastar como temos feito

“Não precisamos gastar muito como costumamos fazer”, disse Dom Arlindo comentando sobre a crise económica que a todos atinge nos últimos anos. “Aproveito … para apelar a todos os cristãos e a todos os meus concidadãos de que, de facto, devemos fazer uma gestão mais correcta dos recursos que temos.

Em Cabo Verde, temos uma tendência, muito fácil em ordem ao esbanjamento, isto é notório em certas ilhas mais do que noutras. Em certas ocasiões de festas gastamos mais do que necessário e, muitas vezes, mais do que temos e isto não é correto. Lanço um apelo aos cristãos que, por ocasião dos funerais, dos baptizados, dos casamentos, do sacramento de confirmação e, também, nas festas de finalistas e aniversários, onde se festeja exagerando nos gastos. Não precisamos gastar muito como costumamos fazer. Basta um gesto, uma atitude, uma confraternização sóbria, moderada, inteligente digna é suficiente e não o esbanjamento. Acho que isto é muito importante, face a situação que se vive actualmente. Os cabo-verdianos têm o hábito de gastarem em coisas que não são prioritários. É preciso estabelecer uma hierarquia de valores e dar prioridades a certas coisas e outras esperam por uma outra oportunidade.

Precisamos de ser mais disciplinados mentalmente, aprender a fazer uma gestão mais inteligente dos recursos e a ter paciência para ter certas coisas numa ocasião mais favorável. Isto, eu falo como bispo e é um apelo que faço aos cristãos para sermos muito mais moderados em certos gastos, mesmos em celebrações de sacramentos da nossa fé, para sermos razoáveis e dar bons exemplos aos outros, porque os cristãos devem ser luz e sal mesmo nessas pequenas coisas”.

Por ocasião do Natal, tempo de grande pressão para o consumismo, a exortação de om Arlindo é muito oportuna. Pelo menos ajuda a pensar sobre a real necessidade de se comprar tudo o que publicidade nos apresenta.

 

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