“Os nossos jovens precisam crescer mais na dimensão da responsabilidade para que, assim, possam melhor viver a sua sexualidade”. Esta é a posição do Bispo de Mindelo, a propósito do Dia Mundial do Combate à Sida (01 de Dezembro). Dom Ildo Fortes explica também qual a posição da Igreja Católica perante o preservativo e deixa um desafio aos jovens.

Mesmo não sendo Cabo Verde dos países mais afectados pelo VIH/Sida, Dom Ildo Fortes alerta que a doença está, muitas vezes, associada a desinformação e a alguma pobreza. “Estamos convictos de que uma vivência saudável de afectividade e sexualidade é o melhor caminho para que
os jovens possam mais livre deste problema”, afirma aquele que foi ordenado bispo para Diocese de Mindelo a 03 de Abril deste ano, em Lisboa (Portugal).

Mais do que isso, para ele, “está mais do que comprovado que quem vive uma situação sexual activa dentro do matrimónio e com fidelidade está mais longe de ser contaminado com o vírus do VIH-Sida”.

Recomendado pela Organização Mundial da Saúde como um dos métodos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, o uso de reservativos tem causado varias discussões, que não deixam os responsáveis católicos fora da polémica. Dom Ildo acredita amiúde, que “os nossos discursos ou posições visam apenas minimizar as consequências em vez de ir à raiz do problema.

Posição da Igreja

No caso da Igreja, explica o Bispo do Mindelo “para aqueles que não estão de facto na linha de viver os valores cristãos, a Igreja até aconselha que use o preservativo e que faça tudo para não propagar o mal. Não seria razoável para nós termos outra posição” Mas, para quem deseja viver segundo os valores do evangelho” acrescenta, “o uso do preservativo nem se coloca porque o acto sexual deve ser responsável e não furtuito. Deve ser um acto que se abre à vida e é por isso que a igreja considera que tudo aquilo que e um impedimento para a promoção da vida não é bom”.

Mais importante de tudo, Dom Ildo Fortes diz encarrar a “verdadeira vivência da sexualidade” como “meio de felicidade e de uma maior plenitude da vida”. As paróquias, por serem as instâncias mais próximas das populações, têm feito um trabalho de sensibilização com os jovens para viverem bem a sua “dimensão afectiva e sexual” porquanto “a fé diz respeito a tudo quanto faz parte da nossa vida, garante o bispo. “Mas sinto que os nossos jovens precisam crescer mais na responsabilidade. Fazendo uma avaliação da actualidade podemos constatar que muitos jovens – dentro ou fora da Igreja. Ainda não cresceram em maturidade humana desejável para vivermos uma relação sexual responsável e exigente”, remarca.

No entender daquele prelado este é, se se quiser, o desafio que deixa a todos os católicos e não, de modo a “que possamos crescer ainda mais nesta dimensão da responsabilidade porque ela irá ajudar-nos a ser mais plenamente realizados e felizes”.

Fonte: A Nação edição nº 221 de 24 a 30 de Novembro.

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