Um momento que expressa o crescimento e a comunhão da Igreja nesta regiao afrinana: Bispos assinam documento na tomada de posse de Dom Ildo Fortes, Bispo de Mindelo.

Os Bispos da Diocese de Santiago e Mindelo de Cabo Verde D. Arlindo Furtado e D. Ildo Fortes partiram hoje, 22 de Novembro de 2011, para a Senegal onde vão participar na Conferência Episcopal Regional de que são igualmente membros os bispos da Mauritânia, Senegal e Guiné-Bissau.

 

A Conferência Regional deste ano tem como objectivos levar os participantes pensarem juntos a questão da nova evangelização e estarem por dentro do que cada um está a fazer neste sentido. “A nova evangelização significa chamar de volta os cristãos que por causa do secularismo e por outros motivos se afastaram da Igreja Mãe. Mas, também, significa partilhar a dinâmica da igreja com os que ainda não conhecem Jesus Cristo. A sociedade de hoje é muito exigente neste aspecto. Portanto um dos objectivos desta conferência é partilhar aquilo que cada um está a tentar fazer e aquilo que poderá servir as igrejas todas desse território” diz Dom Arlindo Furtado, Bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde.

De acordo com Dom Arlindo Furtado, esse encontro é muito importante, principalmente para os participantes do Continente, Guiná Bissau, Mauritânia e Senegal. Porque é uma oportunidade de reflectirem sobre a mensagem da quaresma, a questão da renúncia quaresmal, uma tradição muito forte nesses países. “Os fiéis partilham os bens matérias para ajudar os que mais precisam. E isto tem uma dimensão espiritual muito grande; é uma obra de misericórdia. A renúncia quaresmal deve fazer parte do espírito de partilha, que mostra que quem ama o próximo, ama Jesus e os que são indiferentes com o próximo também são indiferentes com Jesus Cristo. A renúncia quaresmal é uma dimensão muito importante para a igreja do Continente. Nós em Cabo Verde não chegamos a este ponto, mas temos outras formas de fazer com que os cristãos contribuam para solucionar os problemas dos nossos irmãos” explica o Bispo da Diocese de Santiago.

Cabo Verde faz parte desta conferência desde os anos 80. Na altura tanto a igreja cabo-verdiana como a de Guiné-Bissau não tinham bispos suficientes que justificassem a criação de um Conferência. Sem outras igrejas de expressão portuguesa mais próxima, senão a Guiné Bissau, os dois países tiveram que juntar-se as igrejas de Mauritânia e Senegal. O facto de todos os países não partilharem a mesma língua, os problemas e actividades similares diminui o impacto que este evento anual poderia ter em Cabo Verde.”. Para nós tem importância enquanto inserção da igreja regional, enquanto igrejas da costa africana. A nossa participação exprime a comunhão da Igreja;  estamos ligados as outras igrejas irmãs de outros países vizinhos”, explica D. Arlindo Furtado.

O intercâmbio interterritorial dos bispos é um momento onde fica-se a saber as preocupações, as situações, esperanças e actividades de cada um. Uma partilha de igreja com significado positivo, de acordo com o bispo de Santiago. “Não há dúvida que se pertencêssemos a uma conferência mais uniforme, onde partilhássemos todos os mesmos problemas pastorais seria mais benéfico para nós”, diz o Bispo de Santiago de Cabo Verde.

Nos últimos anos tem havido uma maior circulação mais intensa de bispos nesta região por causa de acontecimentos relevantes para a Igreja da Costa ocidental africana; a reuniáo da Fundação João Paulo II para o Sahel em Cabo Verde há dois anos, a ordenação de Dom Arlindo em 2004, de Dom Ildo no Ano Passado e recentemente, de DOm Lampra Cá, bispo auxiliar de Bissau.

Até 2004, a Guiné Bissau e Cabo Verde tinham apenas dois bispos na conferência, e agora pasaram para 5, o que pode despertar mais interesse nas questões que dizem respeito à parte lusófona da conferência e gera maior participação nessa estrutura organizativa da Igreja Católica nesta região.

DS/Edição PZ

 

 

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