A aposta na evengelização através dos Novos Media não tem volta. O mundo digital não espera quem pára.

A pastoral tradicional e pastoral digital complementam-se.

A WEB, a partir do ano 2004, evoluiu num ritmo acelerado, que os utilizadores comuns da internet mal podiam acompanhar. Mas a cada etapa, os jovens embarcavam nesse barco ‘mar adentro’ com toda a naturalidade. Muitos adultos ficaram assustados ou pelo menis curiosos perante este novo mundo . muitos ainda não se deream conta de que estamos perante uma nova cultura gerada especialmente pela WEB 2. 0, a web interactiva. Ameaça e problemas notam-se à primeira vista. E é claro que existem. Os jovens também sabem muito bem que a Web trouxe problemas, mas sabem que devem usá-lo sempre. A aposta é estar na Net e encará-la  como novo instrumento de humanização, de obter mais conhecimento, de relacionamento académico e cultural. Mais: é também um meio de comunicação do Evangelho. É a tal diaconia da cultura, que a Igreja está mandatada a fazer desde quando o Senhor Jesus ordenou que se fosse pregar a todos, até aos confins da Terra. Existe confim mais real do que o mundo digital criado pela Web? Existe mais ´ampla e complexa´cultura ou mundo do que o mundo digital?

É por isso que não agora já dá pra fugir da WEB. Como seguir Jesus e fugir dos lugares onde se encontra gente sedenta do que eu chamo uma comunicação diferenciada. Porquê? Porque bebe na fonte da renovação do género humano: O EVANGELHO de Jesus.

Perante o facto consumado de que a WEB é o novo ambiente por evangelizar, e é ao mesmo tempo instrumento poderoso de evangelização, o que fazer para transformar essa nova cultura em oportunidade para espalhar o Evangelho? É preciso agir sem medo, como aliás recomendava o saudoso beato João PAulo II em várias ocasiões; ter serenidade perante a novidade e inteligência para entender a Web, explorar suas potencialidades e conhecer aos poucos as suas exigências, e entrar nessa ´massa´para ser ´fermento´.
Tem razão o Pedro, criador e animador do Ambiente Virtual de Formação da Diocese de Campinas (S. Paulo, Brasil) quando diz que é preciso investir em capacidades diferenciadas. Como se dá isto?

Montagem ou não, esta imagem vale como convite a entrar no continente digitral a ser evangelizado

Uns que dominam a plataforma, outros que se concentram no conteúdo, e outros ainda no marketing, e outros na criatividade do design… Investimento e não apenas MAIS despesas entre tantas outras. Quem pensa em WEB, não deveria pensar em primeiro lugar no aspecto financeiro, mas investir em gente. No processo de mudança da MENTALIDADE para reconhecer que de facto o púlpito para se pregar a todos nos dias de hoje e no futuro é a WEB e se encontra navegando na WEB.
E agora, o que fazer com as acções tradicionais para evangelizar, perguntam os que ainda não aceitaram entrar no barco das novas tecnologias? Elas serão necessárias como sempre foram. Como suprimir a pregação nas Igrejas, os sacramentos (acto essencialmente presencial e não virtual em diversos grupos), como não haver a partilha do abraço do pão e do perdão? Não se pode deixar o passado e nem é isso que se pretende. Até porque os meios, tradicionais e modernos, são complementares.
Uma coisa é dizer que os meios tradicionais ainda são necessários, e outra bem diferente e achar que agir na e com e pela WEB é supérfluo ou inútil.
Já não estamos nos anos 50, quando a internet era para a estratégia militar. HOJE, na actual cultura dependente das NTIC, que criaram NEW MEDIA (novos media) a acção da Igreja na Web é imprescindível. Até porque a evangelização é neste âmbito é a grande esperança para humanizar tanta informação ‘sem alma nem identidade, nem netiqueta, sem consideração do ‘outro’ e transformá-la em campo de solidariedade, de bem comum. Para usar a linguegem de Ireja: fazer da comunicação um facto de comunhão e de edificação de uma família humana realmente católica.
A Igreja precisa investir tanto ou mais do que investiu em livros. Assumir a era digital com o mesmo ou maior ardor com que apostou na era Gutenberg. Conhecer e Agir na Web, interagir com ela disponibilizando conteúdos, constitui um dos desafios mais prementes para migrantes e nativos digitais. Os primeiros, migrantes digitais, são desafiados a voltarem à Escola para a alfabetização digital que permite ‘desmitificar’ a Web, compreender sua ’cartilha’ e responder às suas perguntas e inquietudes. Os jovens, geração X e Y, nativos do sexto Continente (o digital) que invade os continentes de terra e água, esses jovens deveriam receber uma formação a nível de conteúdo diferenciado pelos valores evangélicos para poderem permitir que luz, benção, partilha, e fermento humano-teológico chegue a tanta info/comunicação.
Há muito caminho a andar e há muitos talentos a integrar enquanto avança a web 20. Muita tecnologia que inclui php, css etc, até rima com sábia teologia que liga o homem ao Criador e ao irmao. Os dois métodos têm muito que dar à evangelização. Por eles passam muitos valores e virtualidades.  Pela WEB colaborativa passa o bem do Homem! De todos, directa ou indirectamente.

Padre José Álvaro Borja. (Diocese Santiago, Cabo Verde)

 

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