Pelo 53º ano consecutivo, o Seminário de S. José abriu as suas portas

 

No passado dia 18 de Setembro, o Seminário Diocesano de S. José, na Praia, retomou uma rotina de 53 anos, acolhendo 13 jovens que desejam ser padres diocesanos. Depois de um certo acompanhamento pelos respectivos párocos, esses jovens fizeram um pedido ao Senhor Bispo Dom Arlindo e foram aceites para uma caminhada de pelo menos dois anos, pois a partir de 2009 a escolaridade mínima para a entrada é o 11º ano.

Entretanto vai aumentando os casos de jovens com o 12º ano completo ou com formação universitária parcial ou completa que desejam ser padres e são acolhidos no nosso Seminário ‘Menor’. “Esta boa novidade é um grande desafio para o qual temos que encontrar respostas cada vez mais adequadas,” diz o Pe. José Álvaro, que justifica:  “jovens com mais idade (nalguns casos), e que trazem uma vivência pessoal e familiar, espiritual, cultural e académica diversa acabam exigindo um acompanhamento em conformidade com essa realidade específica que trazem”.

Pe. José Álvaro BorjaUm gesto muito significativo é que este ano Dom Arlindo Furtado, nosso Bispo, decidiu que ele vai acolher pessoalmente os seminaristas devido à causa da ausência do Reitor, Pe. José Álvaro.

O Reitor, dois Directores Espirituais e uma senhora, que coordena a vida da casa e faz as vezes de ‘Mãe’ no Seminário, formam a Equipa Formadora. Todavia, desde sempre, o Seminário de S. José tem contado com colaboradores permanentes e ocasionais, que recebem uma gratificação ou oferecem seu tempo e talento ao Seminário para que a formação académica e espiritual seja a mais completa e equilibrada possível nessa fase. Áreas como Música (teórica e prática), Línguas (Português, Francês, Inglês, Latim Básico) e Expressão e Comunicação, que muitas vezes eram dadas pelo Reitor ou outros sacerdotes (ou acumulado) também a nível de Psicologia, Comunicação e outras áreas tem contado com esses colaboradores o que poderá vir a ser mais sistemática, revela o Pe. José Álvaro. Sacerdotes, religiosos e leigos que passam pelo Seminário são convidados a dialogarem com os jovens seminaristas, a fim de lhes proporcionar uma visão ampla e realista, da Igreja e da sociedade, argumenta o Reitor, convencido de que tais iniciativas – uma tradição da casa que se quer manter – complementa a formação que ajuda a enfrentar os constrangimentos da vida e da sociedade.

Desde 1975, os seminaristas frequentam os Liceus da cidade. Trata-se de uma oportunidade para os inserir na realidade concreta da sociedade, (com violência, droga, falta de adultos-modelo etc.), mas também pode servir para reforçar o desejo de virem a ser padres, realistas e bons “formadores espirituais” na Nação Cabo-verdiana.

Deixe um comentario

Categories