Cidade do Vaticano, 26 jun (RV) – A Praça São Pedro, no Vaticano, estava repleta de fiéis e peregrinos que participaram, neste domingo, da oração mariana do Angelus, presidida pelo Santo Padre. 

O Papa recordou que na Itália e outros países do mundo, a Igreja celebra hoje a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Corpus Christi, “a festa da Eucaristia que o Senhor instituiu na Última Ceia, tesouro mais precioso da Igreja” – disse o Santo Padre, acrescentando: “A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja: um organismo social baseado no laço espiritual, mas concreto com Cristo. Sem a Eucaristia a Igreja simplesmente não existiria. É a Eucaristia, de fato, que faz de uma comunidade humana um mistério de comunhão, capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus. O Espírito Santo, que transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, transforma também aqueles que o recebem com fé, em membros do corpo de Cristo, e com isso a Igreja se torna realmente sacramento de unidade dos homens com Deus e dos homens entre si.” Bento XVI frisou que numa cultura cada vez mais individualista, como a nossa, a Eucaristia “é como se fosse um antídoto que age nas mentes e nos corações dos fiéis e continuamente semeia numa lógica de comunhão, de serviço, de partilha, a lógica do Evangelho”. “Os primeiros cristãos em Jerusalém eram um sinal evidente deste novo estilo de vida, porque viviam em fraternidade e colocavam em comum os seus bens, a fim de que ninguém se tornasse indigente. De onde vem tudo isso? Da Eucaristia, ou seja, do Cristo ressuscitado, realmente presente em meio aos seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo. E também nas gerações sucessivas, durante os séculos, a Igreja, não obstante os limites e erros humanos, contribuiu para ser no mundo uma força de comunhão” – destacou o Papa. A esse propósito o Santo Padre recordou os períodos difíceis vividos pelos cristãos nos países submetidos a regimes totalitários. “A comunhão com o Corpo de Cristo é um remédio da inteligência e da vontade, para reencontrar o gosto pela verdade e pelo bem comum” – sublinhou o Papa. Bento XVI pediu à Virgem Maria, definida pelo Beato João Paulo II como Mulher eucarística, para que “em sua escola a nossa vida se torne plenamente eucarística, aberta a Deus e aos outros, capaz de transformar o mal em bem com a força do amor que favorece a unidade, a comunhão e a fraternidade”. (MJ) Cidade do Vaticano, 26 jun (RV) – A Praça São Pedro, no Vaticano, estava repleta de fiéis e peregrinos que participaram, neste domingo, da oração mariana do Angelus, presidida pelo Santo Padre. O Papa recordou que na Itália e outros países do mundo, a Igreja celebra hoje a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Corpus Christi, “a festa da Eucaristia que o Senhor instituiu na Última Ceia, tesouro mais precioso da Igreja” – disse o Santo Padre, acrescentando: “A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja: um organismo social baseado no laço espiritual, mas concreto com Cristo. Sem a Eucaristia a Igreja simplesmente não existiria. É a Eucaristia, de fato, que faz de uma comunidade humana um mistério de comunhão, capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus. O Espírito Santo, que transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, transforma também aqueles que o recebem com fé, em membros do corpo de Cristo, e com isso a Igreja se torna realmente sacramento de unidade dos homens com Deus e dos homens entre si.” Bento XVI frisou que numa cultura cada vez mais individualista, como a nossa, a Eucaristia “é como se fosse um antídoto que age nas mentes e nos corações dos fiéis e continuamente semeia numa lógica de comunhão, de serviço, de partilha, a lógica do Evangelho”. “Os primeiros cristãos em Jerusalém eram um sinal evidente deste novo estilo de vida, porque viviam em fraternidade e colocavam em comum os seus bens, a fim de que ninguém se tornasse indigente. De onde vem tudo isso? Da Eucaristia, ou seja, do Cristo ressuscitado, realmente presente em meio aos seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo. E também nas gerações sucessivas, durante os séculos, a Igreja, não obstante os limites e erros humanos, contribuiu para ser no mundo uma força de comunhão” – destacou o Papa. A esse propósito o Santo Padre recordou os períodos difíceis vividos pelos cristãos nos países submetidos a regimes totalitários. “A comunhão com o Corpo de Cristo é um remédio da inteligência e da vontade, para reencontrar o gosto pela verdade e pelo bem comum” – sublinhou o Papa. Bento XVI pediu à Virgem Maria, definida pelo Beato João Paulo II como Mulher eucarística, para que “em sua escola a nossa vida se torne plenamente eucarística, aberta a Deus e aos outros, capaz de transformar o mal em bem com a força do amor que favorece a unidade, a comunhão e a fraternidade”. (MJ)

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