João Paulo II

João Paulo II

São muitos os episódios de João Paulo II que revelam e tornam manifesto  estarmos perante um santo, do princípio ao fim, de  A a  Z. O motor da sua vida foi a oração e a devoção a Nossa Senhora. Ele próprio dizia: “tentam perceber quem sou pelo exterior; mas só chegarão a entender-me pelo interior”.

A recente publicação do livro “Porqué és Santo”, escrito pelo postulador da causa de canonização, Slawomir Ode, oferece múltiplas facetas do seu carácter. Limitamo-nos a recolher alguns episódios publicados nesse e noutros livros.

O anúncio da próxima beatificação do inventor das Jornadas Mundiais, no dia 1 de Maio, despertou uma onda de alegria em muitas pessoas. Em mais de uma ocasião, Bento XVI animou os jovens a seguir o rasto de luz dos santos: “na história da Igreja, os santos encontraram na fé a força para vencer as próprias fraquezas e superar toda a adversidade. Foram construtores de paz, promotores de justiça, animadores de um mundo mais humano. Também vós, se tiverdes fé, se fordes capazes de viver e dar testemunho em cada dia da vossa fé, sereis um instrumento que ajudará outros jovens como vós a encontrar o sentido e a alegria de viver, que nasce do encontro com Cristo.” (Mensagem para as JMJ de Madrid)

Deus queira que o olhar para João Paulo II ajude todos os jovens do mundo a preparar o caminho para as Jornadas Mundiais de Madrid.

Durante os próximos dias, em celebração do próximo 1 de Maio, o nosso site vai publicar aqui, de A a Z, relatos e textos sobre a vida e magistério de João Paulo II que esperamos possa ajudar a muitos de nós a celebrar e a viver esse dia marcante para a vida da Igreja.

Por agora, vejamos a letra A:

 

A

Amigo dos seus amigos


O afecto que nutria pelos seus amigos e companheiros de juventude sempre se manteve vivo nele não obstante o passar dos anos. Encontrava-se com eles para comer, organizava excursões, escrevia e em mais do que uma ocasião, quando já era Papa, reatou o relacionamento com pessoas que de há muito tempo não via.

Foi o que aconteceu, por exemplo, como o engenheiro judeu Jerzy Kluger, um amigo de infância da época de Wadowice, com o qual Wojtyla desejara entrar em contacto após os trágicos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial e da deportação dos judeus para os campos de concentração nazis. Depois de ter sido eleito papa, os dois amigos voltaram a encontrar-se várias vezes, tanto no Vaticano como em Castel Gandolfo, até à morte de João Paulo II.

Também teve muitas delicadezas e provas de afecto com os colaboradores da Cúria Romana, que em muitas ocasiões felicitou no seu dia onomástico ou aniversário de ordenação sacerdotal ou episcopal. No seu último dia de vida quis despedir-se dos mais altos dignitários do Vaticano, mas também de Franco, a pessoa que tinha a seu cargo os aposentos pontifícios; e de Arturo, o fotógrafo que o acompanhou durante muitos anos.

Fonte: Por qué es santo. Slawomir Oder. Pág. 20-27.

 

Deixe um comentario

Categories