Durante quinze dias, sob o signo dos “desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, bispos sacerdotes, especialistas, estudiosos e casais reúnem-se na cidade de Roma para refletirem sobre três vertentes relacionadas coma Família: “Comunicar o Evangelho da família hoje”, “A Pastoral da Família face aos novos desafios” e “A abertura à vida e a responsabilidade educativa”, sob o signo dos “desafios pastorais da família no contexto da evangelização”.

 Faltam já poucos dias para o arranque da 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos para a Família. A partir do próximo domingo, 5, e até 19 de outubro, os bispos da Igreja Católica – mas também sacerdotes, especialistas, estudiosos e casais – reúnem-se em Roma para uma reflexão profunda sobre “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização

É grande a expectativa no mundo católico sobre o evento, que teve a antecedê-lo um “Dia de Oração”, convocado pelo Papa Francisco para o último domingo, 28 de setembro, onde participaram dioceses, paróquias, comunidades, institutos, movimentos, pastorais e associações. Um meio de estabelecer a comunhão, orando em intenção de todas as famílias, num momento tão importante como é proximidade de um sínodo.

Instrumentum Laboris

Na última quinta-feira, 26, o Cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, apresentou à imprensa o Instrumento de Trabalho (Instrumentum Laboris) que irá reger a 3ª Assembleia Geral Extraordinária, explicando que o documento, de mais de 45 páginas, divide-se em três partes orientadoras do debate: “Comunicar o Evangelho da família hoje”, “A Pastoral da Família face aos novos desafios” e “A abertura à vida e a responsabilidade educativa”.

Segundo o Cardeal, “o instrumento de trabalho é resultado da pesquisa promovida pelo Documento Preparatório, que incluía um questionário com 39 perguntas enviado a todas as dioceses do mundo” e “foi acolhido de maneira positiva e teve ampla resposta, tanto do povo de Deus quanto da opinião pública em geral”, sublinhou o secretário-geral do Sínodo.

Melhor preparação pastoral

“O escasso conhecimento dos ensinamentos da Igreja exige dos trabalhadores pastorais mais preparação e compromisso para favorecer a compreensão por parte dos fiéis, que vivem em contextos culturais e sociais diferentes”, pelo que a primeira parte do texto versa sobre o desígnio de Deus, o conhecimento bíblico e magisterial e a sua receção, da lei natural e da vocação da pessoa em Cristo.

Na segunda parte do documento são abordados os desafios inerentes à família, nomeadamente, os “casais que vivem juntos, separados, divorciados, divorciados que voltaram a se casar, seus filhos, mães adolescentes, os que estão em irregularidade canónica e os que pedem o matrimónio sem serem crentes ou praticantes”. No fundo, questionamentos insistentemente aludidos pelo Papa Francisco, que parece querer romper com leituras mais ortodoxas e abrir a Igreja ao seu povo, mas sem perder de vista o matrimónio assente em “bases sólidas”, como sublinhou Lorenzo Baldisseri. Talvez aquele que será o tema mais polémico dos debates.

A encerrar os temas em debate, uma terceira parte dedicada a temáticas como a abertura à vida, às dificuldades na receção do magistério e momento para acolher sugestões pastorais.

Fonte: JSN

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