Padre João Augusto o primeiro pároco da Paróquia de São Paulo , Palmerejo, Praia.

empossamento

Padre João, no dia da Tomada de posse em Palmarejo.

O Pe. João Augusto Martins trabalhou de Setembro de 2009 a Setembro de 2014 na Paróquia de Nossa Senhora da Graça. Cinco anos de dedicação a evangelização, realizando uma pastoral de proximidade respondendo ao desafio do Bispo da Diocese de Santiago, Dom Arlindo Furtado. Agora, vai assumir um novo desafio, erguer uma paróquia que vai nascer com ele e inserida numa comunidade que considera “especial”. Nesta entrevista, o Pe. João fala da sua experiência na paróquia de Nossa Senhora da Graça e da nova missão que agora assume como pároco da mais nova paróquia criada na Diocese de Santiago.

Como foi para si trabalhar durante esses cinco anos na Paróquia de Nossa Senhora da Graça?

Foi a primeira vez que trabalhei numa paróquia como pároco, até lá tinha sido vigário e reitor do seminário. No primeiro tempo, tinha que conhecer a paróquia de Nossa Senhora da Graça – que ainda incluía a capelania de Sagrado Coração de Jesus, portanto era uma extensão relativamente grande e com dois sacerdotes para realizar o trabalho pastoral. Foi muito importante descobrir cada comunidade com a sua capacidade diferente mas, com a ajuda do sacerdote e com a colaboração de todos acho que conseguimos, em parte, realizar o propósito de Dom Arlindo, que era estar mais próximo das pessoas e com a ajuda dos sacerdotes religiosos, os capuchinos e espiritanos que vivem na cidade conseguimos chegar mais perto de todas as comunidades e dar–lhes um ritmo que consideramos que foi bom. Havia sempre mais necessidade de aproximarmos mais e quando foi criada a paróquia do Sagrado Coração de Jesus, a paróquia Nossa Senhora da Graça ficou mais pequena e ganhou mais força, porque eramos dois sacerdotes com um território mais pequeno, o que nos ajudou a aproximarmos ainda mais das pessoas. Com mais calma passamos a olhar no rosto das pessoas, a ter mais tempo para conversa, para realizar visita às famílias. Quanto mais o território é reduzido, mais possibilidade temos de aproximar das pessoas.

O que foi mais marcante e mais desafiante no seu trabalho como pároco de Nossa Senhora da Graça?

Um dos maiores desafios foi ter uma comunidade viva. E como fazíamos esforço de celebrar a missa em todas as comunidade, então as comunidades também tinham o desafio de corresponder na dimensão de eucaristia, animando a missa, na dimensão de catequese. Mas o que para mim foi sempre uma preocupação primeira foi fazer a catequese funcionar, que o programa fosse cumprido e que as crianças aprendessem alguma coisa, tendo sempre a transição entre o fim de catequese e a vida adulta como cristão, a questão de catequese havia a dimensão do anuncio da palavra, da fé. Este foi um desafio especial para mim.

 

Desta experiência, o que leva para a sua nova paróquia, São Paulo?

Levo o reconhecimento e sua importância e a necessidade de ter a colaboração de todos, levo a experiência de ter olhado dos leigos a participarem, a experiência do conselho de comunidade, cada comunidade tem a sua força e, nalgumas comunidades o conselho da comunidade funciona bastante bem. Portanto levo este desejo de ver a comunidade preocupada com a sua própria evangelização e seu próprio crescimento na fé, em que cada membro da comunidade cumpra o seu papel de evangelizador e levo esta aprendizagem de ter na comunidade cristãos que trabalham no seu crescimento.

Que mensagem deixa para os paroquianos de Nossa Senhora da Graça?

Desejo a continuação de empenho nas suas vidas cristã; que acolhem o novo pároco, o Pe. Ima e seu vigário, o Pe. Edson, de braços abertos e desejo que cresçam na fé e que se convertem cada vez mais a Jesus e vivam a alegria da fé cristã.

E a nova paroquia, é um desafio diferente, visto que uma paróquia que vai nascer consigo?

O desejo do Senhor Bispo em criar a paróquia, desejo dos cristãos que participam vivamente nas comunidades de São Paulo em Palmarejo, e o desejo de toda a gente é que os que já estão a participar que continuem a faze-lo ainda com mais fervor. Mas a grande esperança de todos é que em Palmarejo se crie a consciência de uma comunidade eclesial. Ter uma paróquia em Palmarejo é um primeiro desejo, e que as pessoas sintam que pertencem a uma Igreja na sua comunidade.

O grande desafio é chegar naqueles que já estão na Igreja e que a Igreja não conseguiu estar perto deles, porque um ambiente urbano como Palmarejo que é um ambiente especial onde cada um vive no seu apartamento, no seu condomínio, enfim, numa vida um tanto ou quanto individual. A paróquia tem o desejo de ser um espaço comunitário de vivência de fé mas, também, tem o desejo de ter força suficiente para chegar em cada família, em cada prédio, em cada apartamento e condomínio para que os cristãos sintam que são uma comunidade e que é preciso viverem a sua fé onde estão inseridos. O nosso grande desejo é de ter este encontro entre os cristãos que vivem lá e uma igreja que quer ir ao seu encontro no sentido de formarem uma comunidade cristã viva.

Quais serão as suas prioridades para já?

A primeira prioridade é descobrir dentro da comunidade de Palmarejo, pessoas que querem colaborar na evangelização e estruturar a comunidade em termos de responsabilidade de cada um e identificar lugares onde os cristãos podem reunir para rezar. Em Palmarejo há uma lugar onde se celebra a missa mas, é descobrir onde mais podemos nos reunir para rezar, onde os cristãos podem se encontrar para fazer as suas actividades como cristãos. O nosso desejo é encontrar estes espaços. E descobrir pessoas que querem dinamizar a vida cristã, cada vez mais próximo de onde moram. Se conseguirmos 3 a 4 centros de vitalidade de vida cristã em Palmarejo, cidadela, ficaremos satisfeitos.

Em termos de condições para o funcionamento da paróquia, o que há?

Em termos de infra-estrutura, há um espaço, onde se celebra a missa. Há a necessidade urgente de construir a Igreja paroquial. Há também a necessidade de ter a instalação onde o pároco irá viver e para o funcionamento dos serviços paroquiais. Acredito que há tantas possibilidades e boa vontade de pessoas em ver a sua comunidade cristã a crescer que irão colaborar para que se criem estas condições. No inicio continuaremos a celebrar a missa no mesmo espaço. Por enquanto, o pároco irá viver na paróquia numa lugar identificado pela comissão de acolhimento, mediante arrendamento no valor de 40 mil escudos por mês, custeado pela Diocese. Um dos carros da Paróquia de Nossa Senhora da Graça foi-nos cedido. Para o atendimento no início, teremos que estruturar uma secretaria paroquial para diligências que podem ser feitas na paróquia. Vamos procurar melhorar as condições do espaço onde vamos celebrar a missa e criaremos um espaço para atendimento.

O que diria aos novos paroquianos?

Eu fui indicado para ser o pastor mais próximo deles, peço a colaboração de todos para juntos edificarmos a nossa comunidade. Peço a Deus que o nosso sonho se realize.

One Response to “Entrevista com o Padre João Augusto, o primeiro pároco da Paróquia de São Paulo (Palmarejo)”

  • Seja bem-vindo Padre João! Estamos juntos. A comunidade é muito diferente da sua anterior Paróquia, mas com muito dinamismo, disponibilidade e aproximação, formaremos juntos a nossa nova Paróquia.
    Bem haja!

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