DSC01727“Deus deu-nos mais uma oportunidade de vivermos esta Quaresma 2014 como tempo especial de preparação para a Páscoa. Há três aspetos fundamentais em que se insiste muito no tempo de Quaresma e todos os cristãos devem empenhar seriamente em assumi-los.

O primeiro ponto é a abertura a Deus e à Sua Palavra

Deus é  nosso amigo, misericordioso, que perdoa e que ajuda. Portanto, devemos ter uma relação filial com Ele com muita sinceridade e amizade e assumindo o que somos diante d’Ele, porque Ele nos conhece e nos ama sem condições. Devemos, portanto, melhorar ao máximo possível a nossa relação com Deus, ouvindo a Sua Palavra, confrontando a nossa vida com essa Palavra.

Ao fazer essa confrontação veremos aquilo em que nós devemos insistir e prosseguir mas também, aquilo que, porventura, temos que mudar na nossa vida, melhorando-o. O programa da vida de um cristão é muito exigente. Cristo diz “sedes perfeitos como é perfeito o vosso Pai do Céu”. A Quaresma é um tempo muito propício para arranjarmos um tempo para estarmos com Deus fazendo esta confrontação.

O segundo ponto é a oração.

Oração é o tempo de diálogo interior com Deus. Um amigo fala ao amigo, um filho fala ao pai ou à mãe. Um crente fala à Deus e o nosso Deus é um Deus amigo revelado por Jesus Cristo, ele que se faz nosso companheiro. O tempo de oração é estar e falar com Deus, partilhar a vida com Ele, pedir-lhe a ajuda que precisamos mas também, dar-lhe graças pelos dons que recebemos é muito importante. Oração e diálogo fortalecem a relação.

O terceiro ponto é olhar o próximo com o olhar de irmão.

Um dos pilares da vivência da Quaresma é a esmola, a partilha e a solidariedade fraterna. A palavra esmola tem, às vezes uma carga negativa mas, partilhar a vida com os outros não é só dar coisas materiais mas, é também dar atenção, dar tempo, amizade, dar perdão é, também, pedir desculpas por algumas faltas da nossa parte para com outras pessoas. Isso nos ajuda a melhorar a qualidade da nossa relação com os outros.

É na relação e na sua qualidade que somos felizes. Se melhorarmos a nossa relação com Deus, se melhorarmos a nossa relação connosco mesmo, ganhamos autoestima e sobretudo assumimo-nos como filhos de Deus destinados a vida eterna. Nós somos pessoas importantes aos olhos de Deus. Se melhorarmos a relação com o próximo, numa solidariedade fraterna, então teremos todas as condições para sermos felizes neste mundo agora. Podemos ter carência de outras coisas mas, quando a relação é boa superamos a nossa carência e outras inquietações.

Em resumo: Tres apelos fundamentais

É isso que devemos fazer sobretudo durante a Quaresma e se os fizermos quer dizer que nós não vivemos só para nós, metidos no nosso egoísmo individualista mas, partilhamos o que temos de bom e o que temos de menos bom mas, que precisa ser melhorado com Deus e com os outros e estaremos numa relação intensa e seremos felizes (…). E chegada a altura de celebrar a Páscoa do Senhor celebraremos também, a passagem de uma vida menos feliz para uma vida mais feliz, de uma vida mais solitária para uma vida menos solitária, de uma vida mais individualista para uma vida de mais comunhão com os outros.

São esses três apelos fundamentais que nós gostaríamos de deixar aos nossos diocesanos. Estes desafios são, afinal, os desafios comuns para o Tempo de Quaresma para todos nós que somos chamados a sermos perfeitos como é perfeito o nosso Pai do Céu. Cristo nos dá o exemplo e, a palavra de Deus, com a sua amizade constitui a força e a luz que ilumina os nossos passos. O nosso irmão é o companheiro da caminhada e nós próprios somos filhos amados de Deus, irmãos de Jesus Cristo e com alta importância diante do Senhor. E é assim que nos devemos considerar assumindo a nossa vocação de sermos santos como santos é o nosso Pai do Céu. Nossa Senhora e os Santos para nos ajudar e acompanhar na nossa caminhada.”

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