Archive for May, 2014

papa  franc exort apostPublicamos a seguir a mensagem do Papa para o Dia das Comunicações Sociais. Este ano, o tema é sugestivo, como aliás, tem sido nos últimos anos: «Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro»

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Read the rest of this entry »

Belém (RV) – Na manhã deste domingo, logo após aterrissar no Estado da Palestina, Papa Francisco fez uma parada fora de programa e rezou diante do Muro da Separação entre Israel e Palestina. À frente das escritas “Palestina Livre” e “Precisamos de alguém que fale sobre justiça”, Papa Francisco observou a altura do Muro da Separação e, logo após, tocou-o e encostou a cabeça recolhendo-se em oração.

Israel começou a construir o Muro da Separação em 2002, chamando-o de Muro de Segurança e com o objetivo de impedir a entrada de terroristas no Estado de Israel. Na fronteira entre Jerusalém e Belém, justamente onde Papa Francisco passou, o muro chega a ter oito metros de altura. Os palestinos que têm permissão para cruzar a fronteira precisam, todos os dias, passar pelo “Check Point” – o mesmo acontece com turistas que atravessam a fronteira para visitar a Basílica da Natividade, em Belém.
Uma imagem histórica que, por enquanto, torna-se o símbolo da passagem de Francisco pela Terra Santa. Todavia, Papa Francisco surpreendeu, mais uma vez, ao anunciar no final da celebração eucarística na Praça da Manjedoura, um convite para que os presidentes da Palestina e Israel, Mahmoud Abbas e Shimon Peres, respectivamente, encontrem-se com o pontífice no Vaticano para um “momento de profunda oração pela paz”.Durante seu discurso na tarde deste domingo, já em Tel Aviv, Papa Francisco reiterou – desta vez na presença de Shimom Peres – o convite feito na manhã de domingo.
(RB)


Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/05/25/papa_francisco_no_estado_da_palestina:_quebra_de_protocolo_e_convite/bra-802140
do site da Rádio Vaticano

Belém (RV) – O primeiro encontro do Papa, na manhã deste domingo, segundo dia da sua Viagem Apostólica à Terra Santa, foi com as Autoridades Palestinas.

Com efeito, às 7.30, hora local, o Santo Padre deixou a Nunciatura de Amã e se dirigiu ao aeroporto internacional da cidade, onde se despediu das autoridades civis e religiosas da Jordânia, entre os quais o Rei Abdallah II Bin Al Hussein, da dinastia Hashemita.

Após a breve cerimônia de despedida, o Bispo de Roma se transferiu, em helicóptero, à cidade de Belém, que dista 75 km. da capital jordaniana, Amã. Na cidade natal de Jesus, o Papa Francisco foi recebido, entre outros, por Dom Giuseppe Lazzarotto, Núncio em Israel e Delegado Apostólico em Jerusalém; o Patriarca de Jerusalém dos Latinos e Presidente da Assembléia dos Ordinários Católicos na Terra Santa, Sua Beatitude Fouad Twal; e o Custódio da Terra Santa, Padre Pierbattista Pizzaballa.

Depois de quase uma hora de viagem em helicóptero, o Santo Padre se transferiu, de carro, ao Palácio Presidencial de Belém, para a cerimônia de boas vindas. Estavam presentes representantes das comunidades palestinas, provenientes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, que entregaram ao Papa algumas mensagens. Após a visita de cortesia ao Presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas Abbas, o Papa manteve um encontro com as Autoridades Palestinas e o Corpo Diplomático.

No discurso que pronunciou aos presentes, o Pontífice dirigiu suas saudações cordiais aos representantes do Governo e a todo o povo palestino, expressando a sua gratidão a Deus por estar, hoje, naquele lugar sagrado, onde nasceu Jesus, o Príncipe da Paz.

A seguir, o Papa recordou que, há decênios, o Oriente Médio vive as consequências dramáticas de um conflito que causou tantas feridas, difíceis de se cicatrizar; ressaltou o clima de violência e de incerteza da situação, e a falta de entendimento entre as partes, que produzem insegurança, negação de direitos, isolamento e fuga de inteiras comunidades, divisões, carências e sofrimentos de todo o tipo. E o Papa fez seu apelo:

Ao manifestar a minha solidariedade aos sofrem, sobretudo por causa deste conflito, queria, do fundo do meu coração, dizer que chegou a hora de pôr um ponto final a esta situação, que se torna cada vez mais inaceitável, para o bem de todos. Reforcem os esforços e as iniciativas para criar as devidas condições de uma paz estável, com base na justiça, no reconhecimento dos direitos de cada um e na segurança mútua. Chegou a hora de se demonstrar a coragem, a generosidade e a criatividade para o bem comum; a coragem de se construir a paz, alicerçada no reconhecimento, por parte de todos, do direito da coexistência de dois Estados, que gozam da paz e da segurança, entre os confins internacionalmente reconhecidos”.

Para que isto seja possível, espero vivamente, continuou o Bispo de Roma, que sejam evitadas, por parte de todos, iniciativas e ações que contradizem a clara vontade de se chegar a um verdadeiro acordo; jamais se cansem de buscar a paz, com determinação e coerência. A paz produzirá inúmeros benefícios aos povos desta região e ao mundo inteiro. Mas, é preciso caminhar, com decisão, rumo a esta paz, custe o que custar. E o Papa exortou:

“Faço votos de que os povos, palestino e israelense, e as respectivas Autoridades emboquem esta estrada feliz rumo à paz, com aquela coragem e determinação necessárias. A paz na segurança e a confiança mútua se tornarão o ponto de referência estável para encarar e resolver outros problemas e, assim, oferecer uma oportunidade de desenvolvimento equilibrado, que se torne modelo para outras áreas de crise”.

Neste sentido, o Santo Padre referiu-se, aqui, de modo particular, à comunidade cristã, que diligentemente presta uma significativa contribuição para o bem comum da sociedade, participando das alegrias e dos sofrimentos do povo. Os cristãos querem continuar a desempenhar seu papel, como cidadãos de pleno direito, junto com os demais cidadãos, considerados irmãos.

Enfim, dirigindo-se ao Presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas, o Papa Francisco afirmou que “ele é conhecido como homem de paz e artífice de paz. O recente encontro no Vaticano e a sua presença, hoje, em terras palestinas, atestam as boas relações existentes entre a Santa Sé e o Estado da Palestina. Por isso, o Santo Padre espera que tais relações bilaterais possam se incrementar ainda mais, para o bem de todos. (…)

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/05/25/encontro_do_papa_com_as_autoridades_palestinas:_premente_encorajamento/bra-802090
do site da Rádio Vaticano

Belém (RV) – O momento alto das atividades do Papa, na manhã deste domingo, segundo dia da sua Viagem Apostólica à Terra Santa, foia celebração Eucarísitca na Praça da Manjedoura.

De fato, depois do encontro com as Autoridades Palestinas, no Palácio Presidencial de Belém, o Santo padre se deslocou, em papa-móvel, à Praça da Manjedoura, também conhecida como “Praça do Berço”, onde era aguardado por uma grande multidão de fiéis e, entre outros, pela Prefeita católica da cidade, Vera Baboun.

 

Ao chegar à Praça da Manjedoura, entre aplausos e gritos de “viva o Papa”, o Pontífice presidiu à celebração Eucarística, da qual participou, entre as muitas autoridades civis e religiosas, o Presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Em sua homilia, o Santo Padre partiu da citação evangélica: “Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Comentando este versículo de Lucas (2,12), o Papa Francisco exclamou:

Que grande graça celebrar a Eucaristia neste lugar, onde Jesus nasceu! Agradeço a Deus e a vocês, que me acolhem nesta minha peregrinação; agradeço ao Presidente Mahmoud Abbas e demais autoridades, ao Patriarca Fouad Twal, os outros Bispos e Ordinários da Terra Santa, os sacerdotes, as pessoas consagradas e quantos trabalham por manter viva a fé, a esperança e a caridade nestes territórios; agradeço ainda as delegações de fiéis, vindas de Gaza e da Galileia, e os imigrantes da Ásia e da África. Obrigado a todos pela presença!

(…)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/05/25/missa_na_praça_da_manjedoura:_apelo_em_defesa_das_crianças/bra-802049
do site da Rádio Vaticano

http://www.diocesemindelo.org/artigo.php?id=90

O papa Francisco inicia este sábado a primeira viagem à Terra Santa. Nesses três dias, com passagem por Jordânia e Israel, o papa quer relançar o diálogo inter-religioso e viaja com um rabino e um professor muçulmano argentinos.

Francisco partiu este sábado do Aeroporto Internacional de Fiumicino, em Roma, para Amã, capital da Jordânia, onde iniciará a visita à Terra Santa, depois Belém e Jerusalém, passando pelos Territórios Palestinianos até chegar a Israel.O rabino de Buenos Aires, Abraham Skorka, e o presidente do Instituto para o Diálogo Religioso na capital argentina, Omar Abbud, fazem, então, parte da comitiva.

O Pontífice fez questão de dizer que a viagem à Terra Santa é «estritamente religiosa». «Será uma viagem estritamente religiosa, em primeiro lugar para um encontro com Bartolomeu (o patriarca de Constantinopla): Pedro e André [os dois apóstolos que representam a Igreja de Ocidente e do Oriente]vão reunir-se novamente, e isso será belo!», disse, em alusão ao encontro com o líder dos ortodoxos e à imagem do que há 50 anos Paulo VI fez ao encontrar-se com Atenágoras I.

Poucas horas depois do sangrento ataque de Jos, com cerca de 150 vítimas, da Nigéria chega a notícia de outros dois ataques na região de Borno, com dezenas de mortos. A luta contra o terrorismo continua a ser uma prioridade, reitera o Governo que atribui à seita islâmica Boko Haram a responsabilidade dos massacres. Nas mãos dos terroristas estão ainda as 200 estudantes sequestradas há um mês. É um passo atrás nas negociações de paz na região, como afirma Dom Ignatius Kaigama, arcebispo de Jos e presidente da Conferência Episcopal da Nigéria que, contudo, ainda espera pela paz.


Temos de continuar a procurar a paz, apesar da tragédia, não devemos parar. O que os terroristas querem é a guerra entre nós, cristãos e muçulmanos, ou entre o norte e o sul da Nigéria. Eles querem colocar-nos um contra o outro. E realizam estes ataques em Kano, Maiduguri, Abuja e agora em Jos, e continuam a agir assim
Dizia que os terroristas querem colocar cristãos e muçulmanos uns contra os outros. Acha que existe o risco que isso aconteça? Como têm reagido as duas comunidades?
Com o trabalho que fazemos, não vejo o risco que isso possa acontecer. Aqui há tantas pessoas que trabalham pela paz entre muçulmanos e cristãos. Eu creio que não será possível pôr a Nigéria em guerra e penso também que não será possível converter todos os cidadãos nigerianos ao Islão. Isto não é possível, por causa da multiplicidade das religiões, dos grupos étnicos e políticos. Devemos conviver, devemos ter uma coexistência, isto é importante.
Como reagiu a população de Jos? O que lhe disseram os cristãos?
Ficaram emocionados por aquilo que aconteceu. Foi uma grande surpresa, porque sempre trabalhámos muito para encontrar a paz. Como dizia, temos tantas pessoas que tentam conviver juntos em paz. O que aconteceu na terça-feira foi para nós uma grande, grande surpresa. Não gostaríamos de nos ver nesta situação em Jos, mas aconteceu. Temos de continuar a viver, isto é importante. Os grupos religiosos, os grupos políticos e os grupos dos líderes cívicos devemos tentar trabalhar juntos, para encontrarmos uma paz duradoura.
A Igreja tem sempre solicitado e encorajado o diálogo com Boko Haram. Depois do que aconteceu em Jos, considerando estes gravíssimos ataques terroristas que Boko Haram continua a realizar, acha que a arma que se deve utilizar tem de ser ainda o diálogo com esta gente?
O diálogo vence sempre, como vence o amor. As armas não trazem a paz duradoura, mas apenas por pouco tempo. Eu estou convencido que o diálogo com Boko Haram é importante, mas o problema é que não sabemos quem são estas pessoas. Eles atacam, morrem no ataque ou fogem. O diálogo é sempre uma arma muito poderosa e devemos usá-la. Portanto, depois deste ataque, falei com um líder muçulmano em Jos e nos dissemos que não devemos parar, mas temos que ir em frente e fazer todo o possível para encontrar a paz e convencer os adeptos do Islão e do Cristianismo, que se pode conviver juntos sem se fazer guerra um ao outro. Devemos continuar assim. Aqueles que realizam estes ataques são terroristas e são poucos. Nós, que queremos viver juntos, somos muitos, muçulmanos e cristãos. Somos muitos! Colaborando podemos encontrar a paz. A colaboração que vimos entre os Países do mundo contra o terrorismo na Nigéria é uma coisa boa. Porém, queremos ver algo mais: que os Países do mundo colaborem não apenas contra o terrorismo, mas também contra a pobreza, a ignorância, a guerra e muitas outras coisas. Com uma só voz podemos vencer tudo!

 

 

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