Archive for January, 2012

A Paróquia de N. Sra do Socorro, na Achada de Santo António, Praia, celebra amanhã uma Eucaristia, pelas 18:30, em honra do Beato João Paulo II. Há 22 anos o então Papa visitou Cabo Verde. Read the rest of this entry »

Voltar às origens... aos valores cristãos, que a igreja sempre ensinou

O bispo da Diocese de Santiago fez estas considerações após ter recebido esta segunda-feira, na sua residência, o presidente da Câmara Municipal da Praia (CMP), Ulisses Correia e Silva, que o foi convidar para participar no Fórum Internacional sobre a problemática da segurança na capital, a realizar-se nos dias 19 e 20 de Março. Read the rest of this entry »

Em Abril de 2010, Dom Arlindo Furado criou oficialmente o Secretariado Diocesano da Pastoral da Família (SDPF) para dar uma atenção redobrada e melhor resposta às questões relativas à família cabo-verdiana. Face aos desafios e acontecimentos actuais que têm posto em causa o bem-estar das famílias, o bispo da Diocese de Santiago estabeleceu como uma das prioridades pastorais a Família. Nesta edição, o site da Diocese falou com Filomena Moreira Barreto, a coordenadora do Secretariado Diocesano da Família sobre os objectivos, os planos da acção, e os desafios do secretariado que tutela a área da família na Diocese de Santiago. Read the rest of this entry »

ESCUTE O PROGRAMA RADIOFÓNICO A VINDA DO SENHOR sobre o 4º Domingo comum – Ano B

O Secretariado Diocesana da Família, SDF, foi criado pelo Bispo da Diocese de Santiago, Dom Arlindo Furtado, em Abril de 2011 com o objectivo de ajudar a família a descobrir a sua “verdadeira vocação e missão à luz dos valores humanos e cristãos do Evangelho de Jesus Cristo” mas, também para promover reflexões sobre o que é “a família à luz da doutrina cristã e dos documentos do magistério da Igreja”. Ou seja, “promover uma nova dinâmica na pastoral familiar da Diocese de Santiago, nas suas diversas etapas da formação e crescimento da realidade familiar”, segundo Filomena Moreira, Coordenadora do SDF.

Membros: O Secretariado Diocesano da Família é constituído por um assistente, o Pe. Lourenço, e cinco casais, cada um com a sua responsabilidade específica e está organizado por sectores de forma a dar uma melhor resposta aos desafios ligados a família. Há o sector Pré – Matrimonial – que está sob a responsabilidade do casal Evanilde e Carlos Ramos. O sector Pós Matrimonial está a cargo do casal Fátima e Albino. Os casais José Maria e Ângela. José Maria Barreto e Filomena Moreira estão a frente do sector dos “Casos Difíceis” e a parte da formação fica sob a responsabilidade do casal Rito e Matilde Teixeira.

Missão: De acordo com a coordenadora, Filomena Moreira, a missão deste secretariado em prol da família é um trabalho desafiante e que exige muita responsabilidade e interesse mas face aos inúmeros problemas que a família cabo-verdiana vem enfrentando. “Com a ajuda de Deus, estamos confiante que irá ser um trabalho profícuo, em prol do bem-estar e da felicidade a diversos níveis das famílias da nossa Diocese, ajudando-os a viver mais à luz dos valores do evangelho de Jesus Cristo” diz confiante Filomena Moreira. 

O secretariado está a dar os seus primeiros passos, depois de sua implementação há menos de um ano mas, já tem definido os planos de acção e as prioridades para os próximos tempos. Da agenda das prioridades consta a formação dos membros do secretariado e dos responsáveis das famílias nas paróquias; Estimular a criação de secretariados de famílias nas paróquias onde não existem; Realizar um Fórum Diocesano da Família, cujo tema estará relacionado com o título de um manual que esta a ser preparado “Educação para o Amor”; Participação nas Jornadas Mundiais da Família, a realizar-se em Milão do corrente ano, de que se pretende ter a participação pelo menos de uma família de cada paróquia da Diocese e; Elaboração de um manual, que irá servir como uma espécie de guião para a formação concertada de casais, jovens e adolescentes, intitulada “ Educação para o Amor”.

É de referir que face aos desafios que a sociedade e a família cristã e cabo-verdiana enfrenta hoje, Dom Arlindo Furtado estabeleceu a Família como uma das prioridades da Diocese de Santiago. Uma decisão que a coordenadora do SDF vê como “acertada, urgente e necessária”.

A família é a célula base da sociedade e, na opinião da Filomena Moreira, para que ela ocupe o seu papel é preciso antes de mais que a família “volte a viver a sua verdadeira identidade, inspirado no modelo da Família de Nazaré e nos valores que essa família fez crescer Jesus: o trabalho, a obediência e a oração. Ter as forças do bem e do amor e apostar fortemente na consciencialização e educação humana e cristã de cada membro”.

Famílias desestruturadas e divididas, o alcoolismo e a droga

O Secretariado Diocesano da Família tem os seus desafios face aos dias de hoje. A problemática de existência de famílias desestruturadas e divididas por razões várias; o alcoolismo e a droga que tem afectado muitas famílias e que contribui para o desgaste do ambiente familiar; o consumismo que dá prioridade a ter em vez do ser, a falta do diálogo no seio familiar, crianças e jovens que crescem sem orientação e referência familiar, a ausência dos pais na educação sexual e não só, dos filhos; a inexistência de uma formação cristã no seio de muitas famílias etc, constituem alguns dos problemas que abalam e fragilizam as famílias cabo-verdianas. Ajudar as famílias a contornar estes problemas, assim como promover formações específicas para os agentes da pastoral familiar, quer na área da família, quer para o acompanhamento dos casais nas várias fases da sua vida familiar são alguns dos desafios que o Secretariado Diocesano da Família tem em mãos. Uma missão desafiante espera este secretariado que, entretanto, está confiante de que com a ajuda de Deus, os resultados serão sempre positivos para o bem das famílias cristãs cabo-verdianas.

 

No passado dia 18 de Dezembro de 2011, os cristãos em Cabo Verde celebraram um momento importante, marcante e único na história recente da Igreja Católica no arquipélago. Quatro jovens deram o ´sim´ que é mais um passo na caminhada rumo ao sacerdócio. Read the rest of this entry »

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 46º DIA MUNDIAL 
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
  

«Silêncio e palavra: caminho de evangelização»

[Domingo, 20 de Maio de 2012]

 

Amados irmãos e irmãs,

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (…) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de Janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.

 

BENEDICTUS PP. XVI

 

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